segunda-feira, 9 de março de 2009

A Expansão marítima européia


Dentre os acontecimentos que assinalam a passagem para os tempos modernos, destacam-se, pela profundidade de suas conseqüências, as Grandes Navegações.
Nessa época, os europeus contornaram a África, estabeleceram novas rotas comerciais com o Oriente, circunavegaram o mundo e chegaram às Américas. O expansionismo marítimo possibilitou aos europeus o domínio de várias regiões do mundo durante um longo período.
De forma geral, podemos dizer que os europeus foram impelidos a empreender as Grandes Navegações por duas razões econômicas: as necessidades de expandir o comércio e de obter grandes quantidades de metais preciosos.
Entretanto, nem só de causas econômicas se faz a história. Havia também naquelas circunstâncias uma confluência de outros estímulos: ambições pessoais, espírito aventureiro e fervor religioso. Na Península Ibérica, por exemplo, disseminou-se a idéia de que, uma vez expulso os muçulmanos do território, seria preciso propagar a fé cristã por todas as regiões do mundo.
Reunidos esses anseios, o Estado moderno, com sua monarquia fortalecida e unificada, surgiu como instrumento capaz de concretizá-los. Graças ao apoio da burguesia, aos impostos cobrados da população e aos empréstimos contraídos dos banqueiros, o rei pôde reunir o capital necessário para financiar as viagens marítimas.

O Atlântico como solução
Para entendermos as causas das grandes navegações, é preciso examinar as características européias a partir dos séculos XI a XIII, período denominado de Renascimento Comercial.
Ao longo desse período ocorreu na Europa um crescimento acentuado do comércio. Todo território europeu foi cortado por rotas comerciais; multiplicaram-se as feiras, onde os comerciantes se encontravam para negociar produtos locais ou especiarias e a seda das distantes Índias. Recomeçou a utilização das moedas, ressurgiram as cidades e a dinâmica da economia se acelerou. Ampliou-se a população e com ela a produção agrícola.
Este renascimento Comercial, porém, encontrou seu limite de crescimento na própria estrutura vigente, a estrutura feudal. Assim, o crescimento da população das cidades provocou uma crise no campo, incapaz de prover sustento para toda população; a produção de moeda acabou por provocar o esgotamento das minas; a exploração dos servos gerou revoltas por toda parte. O crescimento econômico então trouxe como conseqüência a necessidade de rever a estrutura político-econômica da Europa.

Anos de fome e de peste
Todo florescimento econômico ocorrido na Europa entre os séculos XI e XII, contudo, sofreu sério abalo a partir do século XIV. Por essa época, uma conjunção de fatores levou os europeus a enfrentar uma profunda crise econômica e social que transformou o continente em lugar de desolação, medo, fome e morte.
Um desses fatores foi a instabilidade decorrente da conquista de territórios do Império Bizantino pelos turcos otomanos a partir do século XIV. Os bizantinos eram parceiros comerciais da Europa ocidental e seu declínio fez com que a economia européia se retraísse.
Além disso, nesse período a sociedade européia foi assolada por secas prolongadas que prejudicaram a agricultura e deixaram parte da população sem alimento.
Para piorar, em meados do século XIV a Europa viveu uma das maiores catástrofes da sua história: a Peste Negra. A doença chegou em 1374 por meio de navio genovês vindo do Oriente e espalhou-se rapidamente pelo continente. Calcula-se que entre as décadas de 1340 a 1350 a Peste Negra tenha matado cerca de 25 milhões de pessoas, ou seja, quase um terço de toda população européia. Esses fatores, associados as guerras travadas entre os reinos europeus – Guerra dos Cem Anos, da Reconquista e das Duas Rosas, por exemplo – provocaram insatisfação generalizada em toda população.
A crise econômica precisava ser contornada com a descoberta de outras fontes de minérios e mercadorias; a crise política, com o fortalecimento do Estado, para conter as revoltas.
Expansão Marítima e Centralização monárquica passaram a ser os parâmetros para a superação da crise européia. Era o início de tempos modernos.

À procura de metais preciosos
Outro fator que levou os europeus a realizar as navegações foi a busca de metais preciosos. De fato, a expansão do comércio acarretava uma necessidade crescente desses metais para a cunhagem de moedas. Porém, boa parte do ouro e da prata existentes na Europa era destinada ao pagamento de mercadorias no comércio com o Oriente. Por isso, os dois metais se tornaram escassos no continente, forçando a procura por novas fontes fora da Europa.

9 comentários:

Maria disse...

Adoro esta página,ela é feita com perfeição.sabilo

Ryan Filho disse...

Vlw ai vo tirar um 10 no meu trabalho ;p .

Débora disse...

Absolutamente maravilhoso, adorei a página.
Muito detalhado e com linguagem simples. Perfeito

Fernanda disse...

mais informações per favore

Anônimo disse...

faleu po me passa a cola

Anônimo disse...

nossa isso era tudo que eu precisava vlw mesmo

Anônimo disse...

parabens...
que um biscoito?

dany disse...

bom, nao era o que eu precisava mas valeu a pena.mas,obrigada por ajudar os outros.

Anônimo disse...

é mto bom mas queria saber os países que se destacaram