segunda-feira, 9 de março de 2009

O Governo Geral


A descentralização administrativa foi a principal causa para o insucesso da maioria das capitanias. Para tentar solucionar este problema, Portugal criou os Governos-Gerais (1548), com o objetivo de centralizar a administração e auxiliar os donatários.
O primeiro governador-geral foi Tomé de Souza ( 1549-1553). Esse governador edificou a cidade que seria a primeira capital da colônia: Salvador. Com ele chegaram os primeiros jesuítas, com a missão de catequizar os índios.
Duarte da Costa foi o segundo governador-geral. Em seu governo foi fundado um colégio, nas terras de Piratininga, que deu origem a cidade de São Paulo. Foi no seu governo também que ocorreu a invasão francesa ao Rio de Janeiro.
No governo de Mem de Sá, foram trazidos os primeiros escravos para a colônia. Expulsou os franceses e conteve a ameaça indígena, massacrando as tribos ou catequizando-as.

A economia açucareira
O processo de colonização foi desenvolvido com o objetivo de tornar as terras da colônia uma fonte de riqueza para Portugal. Essa relação de dominação é expressa pelo pacto colonial: a colônia torna-se uma região de exploração, provendo a Metrópole (Portugal) de recursos que permitissem o acúmulo de capitais.
Considerando que as terras coloniais não ofereciam um produto ou riquezas que permitissem a exploração, Portugal precisou introduzir um produto rentável no país. a opção agrícola portuguesa foi pela cana-de-açúcar.
Este produto era uma especiaria muito procurada na Europa e o Brasil oferecia condições favoráveis para o seu plantio (solo e clima). Foi implantada então uma estrutura açucareira baseada na monocultura, no latifúndio e na utilização da mão-de-obra escrava.
O local de produção era o engenho, composto basicamente pela casa grande, a senzala, capela e moenda.
Outras atividades econômicas desenvolveram-se vinculadas ao açúcar: a mandioca, a pecuária, o tabaco, aguardente e algodão.
A sociedade açucareira
Era rural, estratificada e patriarcal. No alto da pirâmide encontrava-se o senhor de engenho e sua família; logo abaixo, os funcionários graduados, os clérigos, os mercadores, os lavradores e trabalhadores livres; por último, os escravos, que constituíam a maioria da população.
A situação do escravo era quase sempre muito ruim. Alimentava-se pouco e exercia jornadas de trabalho extenuantes. A senzala parecia uma prisão, suja e quase sem mobiliário. As vestimentas constituíam-se de verdadeiros farrapos. Não é de se estranhar que as revoltas, fugas e suicídios fossem muito freqüentes nos engenhos.

3 comentários:

Anônimo disse...

Qual o 3º funcionario que chegou com o governo geral ?

Oziel disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Nathalia disse...

Foi Mem de Sá