segunda-feira, 9 de março de 2009

O pioneirismo de Portugal


A que se deveu o papel pioneiro desempenhado por Portugal no processo das Grandes navegações? Por que foi possível a esse país tão pequeno lançar-se ao Atlântico e construir um império transoceânico muito antes que o fizessem reinos maiores e mais poderosos.
As razões desse pioneirismo podem assim ser resumidas:
• Portugal possuía posição geográfica privilegiada em relação Atlântico.
• Possuía condições técnicas para a expansão marítima, desenvolvidas desde o governo de D. João I, no centro náutico fundado por seu filho, o infante D. Henrique, em Sagres, sul de Portugal.
• Possuía um grupo mercantil próspero e ávido de lucros.
• Possuía um Estado centralizado, o que permitia maior capacidade de arrecadação de tributos, necessários para o financiamento da expansão.
• Diferente dos demais Estados europeus, Portugal gozava de um período de relativa paz.
Diversos setores da sociedade portuguesa estavam interessados nos benefícios propiciados pelas navegações. Os motivos eram os mais variados e compreendiam, entre outros, aspectos políticos, econômicos e religiosos.
A monarquia portuguesa desejava fortalecer seu poder e construir um império. A nobreza vislumbrava na expansão territorial uma oportunidade para conquistar terras, riquezas, títulos e mais prestígio. A igreja, por sua vez, estava interessada em expandir a fé católica e aumentar o número de fies.
Para a burguesia, os motivos eram bastante evidente: a expansão territorial e o contato com outros povos só fariam aumentar as atividades comerciais e os lucros.

Pela costa da África
As conquistas de Portugal iniciaram-se por Ceuta, uma possessão árabe no norte da África, em 1415, e, continuamente ao longo de 83 anos, com a exploração e conquista das ilhas e regiões litorâneas da costa africana, ricas em madeira, ouro, marfim, peles e escravos. Nestes locais os portugueses realizaram uma experiência de colonização, implantando o cultivo da cana-de-açúcar e instalaram entrepostos comerciais denominados feitorias.
Em 1488, o navegador Bartolomeu Dias chegou ao Cabo das Tormentas, rebatizando de Cabo da Boa Esperança.
Esse último feito abriria caminho para a realização de um projeto mais ambicioso: chegar às Índias contornando a África.
Dez anos depois, Vasco da Gama contorna o mesmo cabo e, ingressando no Oceano Índico, chega a Calicute.
Imediatamente o navegador português deu início às transações mercantis com o Oriente. Seus navios voltaram carregados de especiarias.
Os outros países europeus demoraram a realizar a expansão em face de uma série de problemas, como guerras e invasões. A Espanha, por exemplo, só deu início ao projeto oceânico em 1492, quando os reis católicos Fernão e Isabel, financiaram o navegador genovês Cristóvão Colombo que acreditava poder chegar às Índias navegando pelo Oriente.
Cristóvão Colombo chegou à América em 1492 acreditando ter chegado às Índias. Essa descoberta espanhola, fosse novas terras ou as Índias, precisava ser garantida. Assim, os reis espanhóis buscaram a ajuda do Papa Alexandre VI, que elabora a Bula Inter Coetera em 1493, dividindo o mundo em duas partes, cabendo aos espanhóis todas as terras situadas a oeste de uma linha imaginária, que passaria a 100 léguas das ilhas de cabo Verde.
Portugal protestou a bula papal e, através de inúmeras negociações, conseguiu estender a linha imaginária para 370 léguas. Foi o Tratado de Tordesilhas, assinado em 1494.

5 comentários:

CaaH disse...

Adorei !!

CaaH disse...

Adorei !!

bino do 76 disse...

gostei do pioneirismo d portugal, inclusive eu estiv nakela festa foi muinto legal.

virginia disse...

gostei muiito do site!vcs estao de parabéns!!

Anônimo disse...

Parabens ao site adorei